MOOH no atacarejo é uma resposta direta a um desafio conhecido do setor: pouco espaço físico para ativações, equipe enxuta e dois públicos completamente diferentes para atender ao mesmo tempo. Com mais de 1.500 lojas espalhadas pelo país e cerca de 70% de penetração nos lares brasileiros, o atacarejo se consolidou oferecendo economia, eficiência e variedade, segundo dados da Associação Brasileira dos Atacarejos (ABAAS).
Foi esse o ponto de partida do artigo de Juliano Martins na Exame/Bússola: como aproveitar o potencial da mídia em movimento (MOOH) justamente onde a comunicação tradicional de PDV encontra mais limitações.
O desafio único de atender dois públicos ao mesmo tempo
O atacarejo equilibra clientes B2B, pequenos comerciantes que compram em grandes volumes e clientes B2C, consumidores finais em busca de economia. Sem espaço para ativações tradicionais dentro da loja, o trade marketing precisa ser ágil e segmentado, adaptando promoções e posicionamento para os dois perfis ao mesmo tempo.
MOOH no atacarejo: o estacionamento como ponto de mídia
A saída passa por um espaço geralmente esquecido pelas ações de marketing: o estacionamento. Ao posicionar ali veículos customizados, a marca transforma a chegada e a saída do cliente em um ponto real de interação, indo além da simples comunicação visual de um outdoor estático. É esse deslocamento de foco, do corredor da loja para a área externa — que diferencia o MOOH no atacarejo de qualquer outra estratégia de mídia no ponto de venda.
Dois exemplos ilustram o potencial dessa abordagem: um coffee truck envelopado, equipado para preparar café fresco no local, somando experiência sensorial à comunicação visual; e um veículo com QR codes nas laterais, associado a distribuição de brindes e entretenimento ao vivo, ampliando a captação de leads durante toda a ação.
Levando a marca além do ponto de venda
Por estarem, muitas vezes, fora dos grandes centros urbanos, os atacarejos também se beneficiam do busdoor como formato: a mobilidade do veículo estende o alcance da campanha para bairros residenciais no entorno da loja, ampliando a exposição da marca para além do momento de compra.
Seção prática: 5 passos para aplicar MOOH no atacarejo
- 1. Mapeie o fluxo de entrada e saída do estacionamento nos horários de pico.
- 2. Defina se a ativação fala primeiro com o B2B (comerciante) ou com o B2C (consumidor final) — e adapte a linguagem visual.
- 3. Some um elemento sensorial ou experiencial à comunicação visual (degustação, brinde, música ao vivo).
- 4. Inclua um mecanismo de captação de dados (QR code, cadastro) para transformar a ativação em geração de leads.
- 5. Avalie o busdoor como extensão da ação, para alcançar bairros no entorno da loja.
O mesmo raciocínio de mobilidade e dados aparece em outro território de consumo: veja como a mídia em movimento para Geração Z aplica lógica parecida em um público bem mais jovem que o do atacarejo.
Perguntas frequentes sobre MOOH no atacarejo
MOOH substitui as ativações dentro da loja?
Não, no atacarejo, ele costuma ser a alternativa viável quando não há espaço interno para ativação, por isso ocupa o estacionamento e o entorno.
MOOH no atacarejo funciona melhor para o público B2B ou B2C?
Depende do objetivo da campanha; o formato permite segmentar a mensagem para cada perfil dentro da mesma ação.
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Referências
- MARTINS, Juliano. Como implementar o ‘Mídia em Movimento Out-of-Home’ no atacarejo. Exame/Bússola, 8 out. 2024.
- Associação Brasileira dos Atacarejos (ABAAS) — dados de número de lojas e penetração nos lares.
