Mídia em movimento para Geração Z é hoje uma das apostas mais eficazes do marketing brasileiro. O out-of-home (OOH) já é o segundo maior canal de mídia do país, atrás apenas da internet, alcançando 89% da população, segundo dados da Kantar Ibope Media citados em estudo da agência BE180. Outro levantamento, da Tendências Consultoria a pedido da Abooh, mostra que 68% das pessoas que visualizam um anúncio OOH chegam a comprar ou pesquisar o produto anunciado depois, números que ajudam a explicar por que esse formato voltou ao centro da estratégia de marcas que querem conversar com a Geração Z.
Nativos digitais, os jovens dessa geração não vivem apenas online: para eles, a experiência offline é tão relevante quanto a digital, desde que exista conexão entre os dois universos. Foi esse o argumento central de Juliano Martins, então Diretor de Marketing da Itabus, em artigo publicado no Mundo do Marketing: mensagens genéricas e formatos tradicionais não sensibilizam esse público, que busca experiências imersivas e autênticas e é exatamente essa lacuna que a mídia em movimento ocupa.
Crossmedia: quando o físico puxa o digital
Um ônibus personalizado, por exemplo, deixa de ser apenas um veículo envelopado para se tornar um ponto de contato vivo entre marca e consumidor, com potencial de gerar conteúdo, engajamento e viralização nas redes. Um caso ilustrativo: a Itabus e a Ubisoft levaram a identidade visual de um game global para as ruas do Rio de Janeiro em um ônibus temático, gerando repercussão espontânea nas redes sociais da própria marca.
O recurso que amplia esse efeito é o crossmedia: QR codes, desafios para redes sociais, ativações presenciais e distribuição de amostras conectam a rua ao feed, ampliando alcance e mensurabilidade da campanha nos dois ambientes.
Mídia em movimento para Geração Z: mobilidade, dados e criatividade
Segundo pesquisa da MLabs em parceria com a Conversion, 87% da Geração Z descobre produtos no Instagram e 80% no TikTok — plataformas que também orientam boa parte do seu tempo offline (faculdade, encontros, trabalho em cafés, eventos). Cruzar dados de mobilidade urbana com esses hábitos é o que torna a mídia em movimento para Geração Z mais precisa: permite escolher rotas, horários e pontos de impacto para que o veículo esteja exatamente onde esse público circula.
Seção prática: checklist para planejar mídia em movimento para a Geração Z
- 1. Escolha uma rota/horário com base em dados reais de circulação do público, não apenas em intuição de mídia.
- 2. Inclua ao menos um gatilho digital (QR code, hashtag, filtro de rede social) em toda peça física.
- 3. Pense a ativação como conteúdo compartilhável, se ninguém vai gravar, o formato ainda não está pronto.
- 4. Meça engajamento digital gerado pela ação física (visualizações, menções, leads captados via QR).
Um desafio parecido aparece em outro formato de mídia sobre rodas — veja também como aplicar mídia em movimento no trade marketing do atacarejo, setor com lógica de público ainda mais segmentada.
Perguntas frequentes sobre mídia em movimento para Geração Z
Mídia em movimento funciona melhor que redes sociais para esse público?
Não substitui, complementa. A força da mídia em movimento para Geração Z está em gerar o gatilho físico que alimenta o compartilhamento digital, não em competir com o feed.
Qual o investimento mínimo para uma campanha desse tipo?
Varia conforme número de veículos, praças e duração da campanha; deve ser avaliado caso a caso com o fornecedor de mídia.
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Referências
- MARTINS, Juliano. Por que a Geração Z é o público ideal para a mídia em movimento? Mundo do Marketing, 23 mai. 2025.
- BE180 / Kantar Ibope Media. Panorama Out of Home 2025.
- Abooh / Central de Outdoor / Fenapex — estudo Tendências Consultoria sobre o setor de OOH.
- MLabs & Conversion. A nova jornada de compra: o consumo por geração no Brasil, 2025.




